5 motivos para começar sua startup pelo branding

Startups são, por sua definição, empresas inovadoras. Seja de maneira incremental ou disruptiva. Isso se torna ainda mais claro quando partirmos do princípio que uma startup e uma pequena empresa são negócios totalmente diferentes.

Uma nova e pequena empresa pode muito bem estar baseada em um modelo de negócios preexistente, utilizado por muitas e testado a exaustão, o que diminui consideravelmente (apenas de não anular) os riscos envolvidos. Enquanto isso, usando a definição de Steve Blank:

Uma startup é uma organização construída para encontrar um modelo de negócios repetível e escalável.

Basicamente, um modelo de negócios repetível é aquele capaz de vender o mesmo produto para todos os clientes. Já um modelo de negócios escalável é aquele capaz de crescer para atender grandes quantidades de clientes.

Encontrar um modelo de negócios que seja viável, repetível, escalável e inovador não é nada fácil. As incertezas envolvidas não são poucas, como, por exemplo: se existe público para o produto, se o modelo é realmente lucrativo, se sua aplicação é viável. Todos esses fatores juntos tornam o investimento em uma startup um negócio de alto risco. É muito mais seguro investir em algo que já existe e é tendência, como uma hamburgueria, do que em algo que sequer sabe-se como irá funcionar. Ou se irá funcionar.

1/ O branding te ajudará a compreender quem é o seu público e a diminuir o risco.

Toda startup nasce de uma ideia que precisa ser trabalhada exaustivamente antes de se chegar a um MVP. Essa ideia, quase invariavelmente tende a surgir das pessoas que se tornaram as líderes e que em algum momento foram sensíveis a uma necessidade latente na sociedade, que poderia ser solucionada através de um produto ou serviço.

É comum que as pessoas acreditem que por serem os pais da ideia, também acreditem que conheçam seu público, pois foram capazes de ser sensíveis à necessidade. Esse é o primeiro e mais mortal erro.

Qualquer pessoa que conheça o mínimo do meio, sabe que em seu primeiro dia, uma startup só possui uma ideia e nenhum cliente ou expertise e, a não ser que seus fundadores sejam especialistas naquilo que pretendem implementar, o máximo que possuem é uma vaga e translúcida ideia de sua audiência.

É aqui que entra o branding: muito além do desenvolvimento de uma identidade verbal e visual, o branding possibilitará uma compreensão mais profunda do comportamento do possível público da startup, baseado em fatos e análise, não em um puro achismo. Afinal, a identificação da audiência e seu comportamento é um princípio básico para desenvolvimento de uma marca.

2/ Você não sabe muito bem o que sabe o que está fazendo.

Diretamente ligado ao tópico acima, como os empreendedores de startups acreditam que conhecem seu público, ao mesmo tempo, acreditam que sabem o que eles querem. Em geral, não sabem. Por isso que a aceitação do produto, tecnologia ou serviço comercializado pelo mercado esse é um dos motivos que 25% das startups fecham em seu primeiro ano de vida, na percepção dos empreendedores.

Isso é meio óbvio, afinal, se você presume que conhece seu público, ao mesmo tempo, acredita que sabe o que ele quer e precisa. Daí a matemática fica simples: Dentro de uma sala projeta-se, desenvolve-se e lança-se uma coisa que não atende as necessidades e aspirações do usuário. Bye, bye, negócio.

3/ Tudo é commodity. Até a sua ideia genial.

Tudo que é produzido no mundo poder reproduzido em massa. Tudo. Por isso, por mais inovadora que seja uma ideia, produto ou serviço, em algum momento outros players surgirão no mercado oferecendo algo igual, semelhante ou melhorado. Seja um celular, um aplicativo ou foodtruck. Não importa. Sempre existirá alguém para copiar ou “se inspirar” na sua ideia.

Poucas coisas no mundo são impossíveis de se copiar e entre elas estão a personalidade e o propósito, pois, como em seres humanos, cada marca possui os seus. Também é por isso que, após o lançamento de algo inovador e da consecutiva avalanche de opções similares que inundam o mercado, um ou poucos realmente sobrevivem. Afinal, é com a personalidade e com o propósito que as pessoas se identificam e não meramente com os benefícios.

É isso que uma marca pode trazer a uma startup: a identificação de sua personalidade e seu propósito e, principalmente, de como transmiti-los a sua audiência de uma forma que a mesma os reconheça de uma forma clara e engajadora. O resto, com certeza será reproduzido na China ou no coworking ao lado.

4/ Diminuição do risco: sem estratégia de marca, sua empresa provavelmente fracassará.

Em uma entrevista, o economista Richard Rytenband, ele mesmo fundador de uma empresa focada em desenvolvimento de startups descreveu o que para ele eram seis principais caracterítiscas para o fracasso de uma startup, entre elas, a ausência de uma estratégia de marca:

Há muitas vezes um plano de negócios, com projeções de fluxo de caixa, tabela e gráficos. No entanto, muitas vezes falta consciência sobre a missão do negócio como marca, sobre público alvo, mercado de atuação, estratégias de diferenciação, presença em mídias e relacionamento. É essencial definir uma estratégia de marca e ter consciência sobre o propósito do negócio.

É isso aí que ele disse. Basicamente.

5/ Seu marketing e sua comunicação irão fracassar em algum momento.

De jeito nenhum estou buscando desvalorizar o que eu faço diariamente, mas é verdade.

Em geral, as pessoas focam demais suas esperanças no seu planejamento de marketing e, por vezes, esquecem que, em uma startup que não possui clientes ou histórico retroativo de ações, todo o marketing se baseará em acerto e erro. O que já deixa qualquer estratégia meio capenga.

Além disso, sou da teoria que existem três esferas de atuação correlacionadas, onde:

O Branding é o estrategista-mor

A estratégia de marca, que deve permear toda a empresa, tanto dentro quanto fora, é também o que guiará o marketing, para que as ações sejam alinhadas com a marca e não criem uma percepção de esquizofrenia para público.

O Marketing é o mestre tático

Apesar da óbvia necessidade uma estratégia de marketing, a disciplina em si, ao meu ver, opera no nível tático, no planejamento, aplicação, análise e mensuração de ações e resultados. Tudo isso baseado na estratégia desenvolvida pela marca. O âmbito aqui é do médio e curto prazo da perseguição de objetivos institucionais e comerciais diretos.

A Publicidade e comunicação são os executores

Quando chegamos nível, o mais raso, a estratégia e a tática já foram definidos lá atrás, nos tópicos anteriores. Assim toda a criação, produção e desenvolvimento e execução ficará ao encargo da publicidade, relações públicas, mídias sociais etc. Tudo baseado para que a necessidades táticas e estratégicas sejam alcançadas.

Ao enxergar desta forma, fica claro para mim a área de atuação de cada disciplina e da importância de se ter uma estratégia de marca bem estruturada, para que as demais esferas não fiquem vazias e falhas.

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1 comentário Adicione o seu

  1. All-In Daily disse:

    Excelente estratégia. Quando criei minha empresa, fiz exatamente isso. O Branding é a base de uma marca de sucesso. Sem ele nada acontece.

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