Overcontent: sua marca fala demais?

Estamos vivendo os dias da opinião. Sobre tudo e sobre todos. Com 180 milhões de conexões ativas, nós, brasileiros, já nos acostumamos a compartilhar e a comunicar ao mundo o que pensamos, o que sentimos e o que estamos comendo. Nunca antes possuímos tantos espaços diferentes para falar e nos expressar, seja sobre o que for. Fazendo sentido ou não.

No que diz respeito às marcas, estamos em uma guerra por engajamento, com centenas de publicações invadindo nossas telas o tempo todo e, no fogo cruzado, acabamos nos atendo àquilo é relevante, ao que é pertinente aos nossos interesses, e descartamos o que é ruído. Em geral, por quase tudo ser ruído.

Em meio dessa necessidade descontrolada de criar conteúdo, são poucas as marcas que realmente conhecem sua audiência e sabem (ou, sendo menos arrogante, possuem uma vaga ideia) qual o tipo de informação ela considera relevante e gostaria de ter acesso, discutir e engajar. Menos marcas ainda encaram o seu conteúdo de marca como uma peça fundamental em sua estratégia.

Para termos maior noção da importância do branded content na estratégia de marca, este estudo conduzido pela Branded Content Marketing Association (BCMA), Ipsos e a Oxford Brookes University com os principais líderes de marketing de algumas das maiores empresas globais – como Redbull, PG e Disney – revelou que o conteúdo de marca é a principal prioridade nos próximos anos, para cerca de 39% desses líderes.

O problema não está apenas na quantidade, mas também na qualidade.

Ao escrever o título deste artigo que você está lendo, não me referia a quantidade de posts diários que devem ser feitos e, sim, àquelas pessoas que falam demais, sem conhecimento de causa, sobre qualquer assunto e sem se questionar se queremos ou não não ouvir a respeito. Pode admitir, você conhece alguém assim (cuidado. Se não conhece, esta pessoa pode ser você).

Claro, falar demais está ligado ao volume de publicações, mas, principalmente, a qualidade do que está sendo dito. Afinal, não adianta falar aos quatro ventos, se ninguém está disposto a ouvir.

A relevância do conteúdo da marca, ao meu ver, está diretamente ligado ao volume de publicações que ela faz, afinal, a produção de conteúdo relevante não é simples – e, muitas vezes, não é barata – e tem que ser planejada e estruturada criteriosamente. A não ser que estejamos falando de um veículo de comunicação, é muito difícil que você consiga fazer diversos posts relevantes por dia em todas as redes e blogs que está presente.

Este post aqui fala (de uma forma uma pouco raivosa) sobre este assunto e abre uma discussão sobre os caminhos que as marcas estão tomando para gerar engajamento e, principalmente, sobre o impacto futuro disso na imagem das mesmas.

O foco da comunicação e do conteúdo deve ser na relevância que ele tem para a audiência e como ele interage com a personalidade da marca. E, por mais que essa frase soe como o óbvio ululante, ainda existem muitas marcas fazendo exatamente o contrário.

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